Tiago Castro
Tiago Castro

– O Rio nunca hesita em trocar sua história por um futuro incerto. – Suspirava Bartô nos dias tristes. – O carioca confunde sua origem com um destino imaginado.

Sobre o livro

Obra de début do autor, Silenus e a solidão das palavras aborda uma mistura ousada de temas, como ciência, infância, desterro e guerra, com seus efeitos permanentes. A própria cidade do Rio, é personagem viva, contrastada com o universo íntimo dos personagens em frenética transformação.

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Sinopse

Rio de Janeiro, 1903. Dá-se início às demolições em massa do “bota-abaixo”. Desejosa da beleza

civilizada das vias parisienses, a capital carioca corta na própria carne. Às centenas, famílias são

despejadas e negócios lançam mão de liquidações desesperadas.


Ignorante do seu destino, o recluso orfanato Nossa Senhora de Lourdes é pego no curso de destruição da grande fera civilizatória. Entre irmãs e órfãos, o único a farejar o perigo é Tomaz, um menino ensimesmado de oito anos, obcecado por leitura, que encontra nas entrelinhas do jornal o prenúncio do fim.


Em um voo desesperado para salvar o seu destino, o menino despenca na vida do misterioso vizinho, o capitão aposentado da marinha Álvaro Salmerón, um homem de escuros segredos. Unidos pelo acaso, esses dois improváveis devem buscar o caminho da sua salvação. 


Ao estilo dos romancistas do século XIX, o autor retrata um país de escravistas e industrialistas com ambições de modernidade, e um sonho civilizador que devora tudo em seu caminho.


Excepcionalmente envolvente da primeira a última página, “Silenus e a solidão das palavras” é uma obra que entra debaixo da pele, apaixonante e impossível de se largar.

SOBRE O AUTOR

Vagão Nr. 7

Carioca criado em Petrópolis, Tiago Castro é médico radicado na Europa desde 2009, trabalhando como chefe de um serviço de Infectologia na Suíça francesa.


Narrador de histórias desde menino, retomou a escrita em 2020, quando pôs no papel as primeiras linhas de “Silenus e a solidão das palavras”, seu romance inaugural. Atuando na linha de frente da pandemia, elebuscou, nos dias livres, refúgio no Rio de 1903 onde sua história se ambienta.


Obrigado a inúmeras viagens transfronteiriças a trabalho, o autor é personagem conhecido dos assentos de trem e das mesas dobráveis. Sua escrita transmite esse movimento incessante, tocando temas como distância, isolamento, intimidade, solidão, amadurecimento e desencontro.


Apaixonado pelas palavras, Tiago escreve ainda sobre linguagem, ou a falta desta, e sendo tantas vezes imigrante, ele sabe como poucos o que é sentir-se “despalavrado” entre falantes – o seu neologismo preferido.

Contato

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